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A mostrar mensagens de junho, 2015

#Matava para ler...2

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#135 MÁRQUEZ, Gabriel García, Crónica de uma Morte Anunciada

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Opinião:   "- Mataram-me, menina Wene" A minha primeira experiência com Gabriel García Márquez foi, precisamente, com "Cem Anos de Solidão". A cada livro ou mesmo frase que leio dele,posso apenas constatar que não estava preparada para ler essa obra-prima quandome aventurei nela. Não consegui gostar, não me apaixonei pelo surrealismosul-americano que tanta beleza imprime às obras deste autor. Na altura alguém, vendo-me com perfil de escritora no Goodreads, veio dizer-me,em privado, que só poderia escrever caca se tinha atribuído 1 estrela àobra-prima do Gabo. Na altura evoquei o evidente: não me identifiquei, nãogostei. Uma classificação a uma obra artística é sempre mais um manifesto depercepção do que algo de aproximado a uma verdade absoluta. Não há verdadesabsolutas quanto à arte, mas há verdades incontornáveis. E é incontornável queo Nobel colombiano é um contador de histórias exímio. Há um grande debate aí pelas redes sociais, a propósito da qualidade dasobras...

#134 MCNAUGHT, Judith, Algo Maravilhoso

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Sinopse:   Alexandra Lawrence tinha a seu favor o facto de serbem-nascida e… nada mais. Com o seu aspeto e modos arrapazados - sabia dispararuma arma, pescar, e montar a cavalo tão bem como qualquer homem - não erapropriamente a noiva perfeita. Para piorar as coisas, vivia na penúria, otio era um bêbado e a mãe uma senhora de temperamento irascível. Não, ninguémdiria que seria ela a casar com o abastado, mulherengo e arrogante JordanTownsende, duque de Hawthorne. Mas a verdade é que, devido a um infelizmal-entendido, assim foi. Alexandra é agora duquesa, mas a sua vida étudo menos calma. Quatro dias após o casamento, o marido desaparece sem deixarrasto. É sozinha que tem de enfrentar a sociedade londrina, que despreza ofacto de um dos "seus" aristocratas ter casado com uma campóniaingénua. Quando Jordan finalmente reaparece, Alexandra já perdeu a inocênciados seus dezassete anos, mas aos poucos vai descobrir que, por detrás dafachada gélida do marido, está um homem ternurento...

#133 GOMES, Ivan Vera, Que Espaço Vazio Têm as Minhas Mãos

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Opinião: Este livro é um achado. Não foi escrito com a cabeça nem com o coração, mas antes com as vísceras. Cruel, desconcertante, impiedoso: são os adjectivos que melhor o descrevem. A frustração de um homem que procura encontrar-se, situar-se num mundo tão vasto, enquanto se esforça por se fazer valer perante os outros. O seu círculo de amizades, a sua família… A cada linha uma nova reflexão, o sentimento de solidão, de angústia, de estarmos rodeados mas de sermos apenas um, tantas vezes menos que isso. Cada página uma miríade de sublinhados: As confissões intimistas do autor a propósito da vida, da morte, dos propósitos de uma e doutra. A mãe, o pai, a guitarra e o irmão, a vida que começa e outra que se finda. Os amigos: o diálogo eterno, os abraços infinitos que trocamos com os amigos. As coisas que não dizemos nem aos amigos e que tardamos a admitir perante nós mesmos. O amor desfeito e o sentimento que perpetua. Deus, que só “está em todo o lado para não perder o sofrimento de ...

#132 MARTIN, Charles, A Montanha entre Nós

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Sinopse: Ben é um médico cirurgião e Ashley é uma atraente e simpática jornalista que está a poucos dias do seu casamento. Conhecem-se na sala de embarque de um aeroporto, enquanto esperam pelo seu voo, atrasado devido ao mau tempo. Quando a viagem é cancelada, Ben aluga um avião particular para poderem regressar a casa. Durante a viagem o impensável acontece: o avião cai numa zona isolada e gelada no meio do nada. Ben e Ashley sobrevivem ao acidente. Sozinhos e feridos, têm de lutar contra as adversidades e as temperaturas negativas daquele lugar inóspito. A luta pela sobrevivência vai despertar neles os sentimentos mais sinceros e levá-los a questionar o rumo das suas vidas até então. Será que conseguem sobreviver? E se conseguirem, até que ponto esta experiência mudará os seus destinos?  Opinião: Há imensos livros com histórias de sobrevivência. Ultimamente recordo-me de dois: “A Vida de Pi” e “Sozinhos na Ilha”. O primeiro vale por não ser um mote para o enredo romântico, pelo con...