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A mostrar mensagens de junho, 2024

VIII Força

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Tenho sentido muita necessidade de desabafar, ultimamente. Cada um tem as suas lutas e a minha não é mais dura do que a de muitos ao meu redor, mas tantas vezes me sinto sozinha. Penso, agora que me vou conhecendo melhor, que isso se deve a vários factores que me «isolam» por trás de uma série de circunstâncias improváveis, quando combinadas, mas usuais quando isoladas. Infância difícil. Doença autoimune. Ferozmente independente. Infelizmente, nunca pude contar com os meus pais. A ajuda aconteceu muitas vezes no sentido contrário ao natural. Tantas vezes carente, tive poucos momentos em que me senti realmente vista, compreendida. Ex-romântica; pessoa que luta diariamente por tomar decisões com a razão, e que, no fim das contas, vai sempre ao sabor da intuição, tantas vezes do coração. Escolho sempre com que tipo de culpa prefiro lidar. Confio muito na minha intuição - li, algures, que quem tem PHDA também tem boa intuição, talvez porque tenhamos tendência para (presumivelmente) reconhe...

Ajudam-me a dar uma casa nova a estes livros?

Eis os livros que ponho à vossa disposição. O objetivo é evitar transportar centenas e centenas de livros comigo, embora, como todo o apaixonado por livros, tenha grande estima por muitos destes volumes. Os «usados» foram lidos, os «usados e autografados»  (como os do José Luís Peixoto) foram lidos e autografados com dedicatória para mim. Mas vamos descomplicar, certo? Com centenas de livros por ler, não vou relê-los. Os «novos» nunca foram manuseados, porque foram lidos em e-book ou serão lidos em e-book, porque estou a desapegar-me das versões físicas. No caso de outros, como «Crime na Aldeia», fui apresentadora do livro e recebi dois exemplares novos. Passo-vos um. Quanto ao da querida Susana Amaro Velho, aproveitei a última Feira do Livro para comprar a edição da Aurora, cedo-vos esta com a dedicatória que ela me fez. Os livros já estão embrulhados e numerados de 1 a 38. Cada pessoa que fizer o pagamento pede um ou mais números (podem adquirir quantos quiserem), e indicam o/s númer...

Alentejo, here we go

Há demasiado tempo que dizia que o meu «sonho» era mudar-me para o campo. Com campo, não me referia a uma casa isolada numa estrada por alcatroar a 3 horas de Almada. O que imaginava era uma vida enquadrada numa pequena comunidade, mas com vizinhos (não necessariamente encostados a mim, mas é assim que será), uma moradia onde me livrasse por fim dos problemas do condomínio, do telhado, da limpeza das escadas e a coluna de água, com um espaço verde para os animais e para, um dia, aprender a jardinar. Durante meses - se não anos - pesquisei continuamente essa possibilidade, mas sem coragem de dar o passo. A minha irmã era menor e a questão da escola era um dos pontos que me ia fazendo hesitar. O meu emprego era outro. De repente, a miúda estava prestes a concluir o secundário e eu trabalhava em casa. Valia realmente a pena continuar a acordar a meio da noite com o barulho dos convivas que saem do bar que há na minha rua? Valia a pena ser multada a cada três meses por não ter onde estacio...