Ainda o Desacordo Ortográfico
Descobri que não sei escrever e isso, para uma pessoa que tem nas letras um hobby , uma terapia, um possível sonho, é inquietante. Antes do Acordo Ortográfico ser implantado, em 2009, eu sabia que « flôr » já não tinha acento circunflexo, como me ensinaram que tinha quando, entre 1995 e 1999, fiz o ensino primário. Quando publiquei o meu primeiro romance, em 2011, não me passava pela cabeça convertê-lo para uma grafia que me era desconhecida, que em certa medida não me parecia lógica e que foi, acima de tudo, controversa. Já se falava no Acordo, mas envolto em tanta polémica que se tornou fácil contorná-lo, ignorá-lo. Segui publicando romances de cariz histórico, e consegui contornar o Acordo. De algum modo, parece que é facultativo escrever-se no Português que está instituído legalmente, e que tanto trabalho e esforço deve ter arrancado a uma boa comitiva de intelectuais linguísticos (perdoem-me por não saber como se escreve intelectuais ao dia de hoje – com C ou sem C, eis a qu...