A ditadura da cosmética (a indústria e a nossa conivência)
Há uns dias, horrorizei a funcionária de uma parafarmácia com um hábito chocante. Tinha-me dirigido à secção das marcas sonantes para procurar dois cremes que pesquisei primeiro online . É que as minhas sobrancelhas andam sempre a escamar durante o inverno, e agora a pele ao redor também estava a ficar vermelha e irritada. De modo que fui pesquisar e o meu amigo Google sugeriu que pode ser dermatite seborreica. Antes de marcar uma ida ao dermatologista, decidi comprar um creme adequado para esse meu autodiagnóstico e ver se a coisa funciona. Depois de me esclarecer quanto aos dois cremes que me puseram em dúvida, perguntou-me como lavava o rosto. E agora pasmem: lavo a cara com água. Umas vezes morna, outras fria. Pronto, é isso, sou uma porcalhona. Fora as vezes em que uso maquilhagem, que são muito poucas, e em que passo desmaquilhante (em creme, toalhitas ou águas micelares etc.), não tenho o chamado ritual de beleza. Aquela coisa do instagram e das revistas? " A rotina de bel...