#212 TURGUÉNEV, Ivan, Fumo
"Este Verão, fui ao Palácio de Cristal, perto de Londres, que, como sabe, contém uma espécie de exposição de tudo o que a inteligência humana engendrou – uma enciclopédia da humanidade, por assim dizer. Pois ao passear por entre todas aquelas máquinas e instrumentos e estátuas de grandes homens, pensava ao mesmo tempo que se fosse dada uma ordem para que, se uma nação qualquer desaparecesse da face da Terra, desaparecesse imediatamente do Palácio de Cristal tudo o que essa nação inventara – a nossa mãezinha, a Rússia ortodoxa, podia sumir-se no inferno que nem um prego, que nem um alfinete se moveria: tudo ficaria no seu lugar, pois nem o samovar, os sapatos de corda e o knut – esses nossos famosos produtos – nem eles foram inventados por nós.” Opinião: Fumo de Ivan Turguénev, é a minha primeira incursão nos grandes autores russos. Porque não começar por Dostoievski ou Tolstoi? Bom, este livro tem umas 500 páginas a menos do que os grandes clássicos da mãe Rússia, e eu imaginava...