Quases, situationships, love bombing
Às vezes, fico surpreendida com a minha própria imaturidade relacional. A verdade é que cheguei aos 35 anos sem ter passado por uma relação. Deixem-me pô-lo cá fora: nunca tive um namorado . Tive relações com base estritamente física, que serviam o propósito de explorar a minha sexualidade e de viver esse lado da vida, uma vez que o amor não é algo que se encontre com a mesma facilidade. Passei metade da minha vida à espera do príncipe encantado, e a outra metade profundamente desiludida com as versões reais dele. Fui sempre criteriosa na escolha dos meus parceiros. Houve (quase) sempre preservativo, conversas sobre saúde sexual, duas pílulas do dia seguinte, nenhuma gravidez e respeito enquanto pedra basilar da coisa. Não houve conversas sobre amor nesse tipo de relação. Contudo, houve três relações que envolveram sentimentos, e foram as que me deixaram de rastos. Nem sequer falo da minha paixão louca que durou doze anos e que rendeu duas piruetas muito insatisfatórias espaçadas no te...