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A mostrar mensagens de julho, 2020

#256 HARRIS, Thomas, O Silêncio dos Inocentes

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Sinopse:  Várias mulheres aparecem mortas e a sua pele serve para o assassino fazer roupa. O FBI, através de Clarice Starling investiga este caso. As melhores informações só podem vir de um brilhante psiquiatra, Dr. Hannibal Lecter, enclausurado numa prisão de alta segurança por que, há alguns anos, assassinara as suas vítimas, retirava alguns orgãos, cozinhava-os e comia depois. A partir do encontro entre Clarice e Hannibal, é iniciada a desconstrução de um caso genial, de forma inigualável. Opinião:   "Não tenho a certeza de que nos tornamos mais sensatos à medida que envelhecemos, Starling, mas é verdade que aprendemos a fintar uma certa dose de inferno." Publicado em 1988,  O Silêncio dos Inocentes  (ou dos cordeiros,  lambs , como no original, o que se coaduna melhor com o enredo do livro, é bem conhecido pela sua adaptação cinematográfica de 1991, com Anthony Hopkins e Jodie Foster. Eu nunca vi o filme, só sabia é que há um canibal chamado Hannibal na história. De facto...

Títulos Maravilhosos

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Há livros com títulos que ficam para sempre, e que reconhecemos em qualquer lugar, e há gerações. Por exemplo  E Tudo o Vento Levou,  O Monte dos Vendavais ou  Orgulho e Preconceito . Fora estes, há aqueles títulos sonantes, perfeitos, com significados que emocionam e ajudam o leitor a interiorizar a obra. Destaco alguns bem como os seus significados abaixo.   A Leste do Paraíso, John Steinbeck Publicado em 1952, Steinbeck (Nobel) considerava este romance o seu Magnum opus. Podem consultar a minha opinião do livro aqui . O título é sonante, é lindíssimo tanto em português como no original (East of Eden), mesmo porque estes títulos com significados relacionados com a narrativa não podem ser manipulados pelas traduções. Na sua essência, este é um romance sobre irmãos e sobre pais e filhos. A família é o eixo central deste romance maravilhoso, e a relação entre irmãos é explorada em duas gerações distintas. Por esse motivo, e porque a trama central é focada num irmão “angelical” e noutro...

Banoffee

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Já tinha comido antes a tarte inglesa de banana conhecida por  banoffee,  mas não prestei grande atenção.  Hoje apetecia-me algo fresco, rápido e fácil.  Cá está (com as minhas adaptações, mas a partir da receita da Tia Cátia): 1 pacote e meio de bolachas maria (ou digestivas) para a base C. 250 gr de margarina (a Tia Cátia aconselha manteiga sem sal) 1 lata de leite condensado cozido 1 pacote de 200ml de natas para bater (pus meia hora no congelador antes) 2 bananas Cacau em pó ou raspas de chocolate para cobrir   E é isto. A base deve ser compacta e flexível, forram a forma de tartes com ela. Deixam 30 minutos a ganhar consistência no congelador. Quando a tirarem, espalham a lata de leite condensado com uma espátula sobre a base. Cortam as duas bananas maduras às rodelas, cobrem com as natas bem batidas. Por fim, polvilham com cacau ou raspam chocolate (o meu era de culinária) por cima. Pronta a devorar!

#255 TOLSTÓI, Lev, Guerra e Paz (Vol. IV)

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“(…) Existe nesta conclusão algo de contraditório, uma vez que a série de vitórias dos franceses os levou ao aniquilamento completo e que a série de derrotas dos russos os levou à plena eliminação do inimigo e à libertação da pátria.” Apesar de classificar este quarto volume com 4 estrelas, o conjunto de “Guerra e Paz” é um inequívoco 5. Não quis fazer a review a quente, porque sabia que precisava de deixar que o significado maior desta obra me penetrasse nos ossos. É-me hoje claro que é daqueles livros que ficarão comigo para sempre, que me apresentou a algumas das personagens mais queridas que jamais encontrei em literatura. Atrevo-me até a dizer que voltarei a lê-lo um dia, apenas para voltar a experimentar as vivências dos russos do início do século XIX, perante a ameaça que constituía “o anticristo”, e para procurar significados que negligenciei nesta primeira leitura. Tolstoi, numa tentativa de explicar a natureza de Guerra e Paz, dizia não se tratar o livro de um romance, nem de...

#254 TOLSTÓI, Lev, Guerra e Paz (Vol. III)

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"O homem nada pode alcançar enquanto tiver medo da morte. Dos três volumes de  Guerra e Paz  que li até ao momento, este é o que me tocou menos. Por um lado, são 440 páginas em torno da guerra. Estamos em 1812 e Napoleão marcha Rússia adentro com o maior exército jamais visto. Os russos não conseguem detê-lo em Smolensk, nem em Borodinó. Travam-se batalhas sangrentas (que por vezes soam até absurdas, porque os homens, na sua individualidade, entendem-se. São os governantes que, por via de tantos intermediários, acabam por ditar o derramamento de sangue). Continuamos a acompanhar Rostov, Pierre, Andrei, Natacha e tantos outros pelos momentos decisivos da invasão. O abandono de Moscovo, o caos em que a cidade cai - os fogos, os presidiários e os loucos soltos pelas ruas -, foi, até ao momento, inconcebível para todos. Mas eis que Napoleão chega a Moscovo, e a Rússia cai. Senti-me menos conectada com este volume porque houve muita estratégia militar, muitos figurões políticos - Napol...

Livros para ler ainda em 2020

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Não costumo planear os livros a ler, mesmo porque pego sempre no próximo ao sabor da vontade. No entanto, faço assim uns planos muito por alto. Nos últimos tempos vendi uma série de livros que sei que não voltarei a ler, peguei no dinheiro e poupei.  gastei tudo em mais livros. As minhas últimas aquisições incluem: - O Amor, Marguerite Duras; - O Conde de Monte Cristo I e II, Alexandre Dumas; - No Canto Mais Escuro, Elizabeth Haynes; - A Pousada da Jamaica, Daphne du Maurier; - O Leitor, Bernhard Schlink; - O Doente Inglês, Michael Ondaatje; - A Casa Quieta, Rodrigo Guedes de Carvalho; - O Idiota, Fiódor Dostoievski; - O Amante de Lady Chatterley, D. H. Lawrence; A estes (creio que estou a esquecer-me de alguns), adquiridos em promoções, saldo do cartão e livrarias em segunda mão, juntam-se os muitos livros que já tinha por ler na estante. Fica cada vez mais difícil saber o que ler, mas cá vão alguns que gostaria de ler ainda em 2020:   1. Anna Karenina, Lev Tolstoi Publicado em 1877,...