»Primeira frase da obra II

Hoje estive na feira do livro com a minha editora, e a dado momentou falam-me da importância da primeira frase de um livro. Eu já tinha ouvido essa associação de ideias algures (inclusive fiz um post neste blogue), e decidi testar a qualidade das primeiras frases das minhas obras. Tudo porque a Dulce Maria Cardoso, com o seu "O Retorno", pareceu deixar todos KO com esta frase:

"Mas na metrópole há cerejas"


Decidi fazer um apanhado das primeiras frases dos meus projectos:



Demência
«Olímpia Vieira era, aos sessenta e três anos, um osso duro de roer.»

O Funeral da Nossa Mãe
«Decidiu que o faria ao nascer do dia.»

A Portuguesa
«Até aos trinta e dois anos nunca senti qualquer espécie de realizaçãopessoal.»

1809
«D. João de Albuquerque apoiou a mão da sua única filha conforme estasubia para a berlinda.»

1755
«O novo espaço era amplo, solarengo e impossível de cingir com oolhar.»

Os Pássaros
«A casa era um lugar seguro.»


Surpreende-me ver que traduzem uma importância significativa (se não crucial) em relação ao curso de todos eles.

Comentários

  1. De facto, quando não folheio um livro que não conheço reparo sempre nas primeiras frases e são essas que têm de cativar(ou não!).

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Escritores: revoltai-vos

A Paisagem

#312 SILVA, Filipa Fonseca, Admirável Mundo Verde