Escritores: revoltai-vos
Uma coerência escandalosa A semana passada foi mais uma semana negra para a cultura portuguesa. O flagelo anual da atribuição de Bolsas de Criação Literária pela DGLAB voltou a cumprir-se, numa tradição longa e incontornável. Uma vez mais, há padrões, nomes e tendências que se repetem, numa clara demonstração de como o orçamento para a cultura continua a ser monopolizado para alavancar, sustentar ou prestigiar carreiras de um número limitado de criadores oriundos de uma bolha com contornos nítidos e fáceis de identificar. Esta reflexão não pretende insinuar que não há mérito em alguns ou muitos dos contemplados, aos quais dou desde já os parabéns. Nas linhas que se seguem, tornar-se-á evidente o tipo de conduta que aqui condeno, e que vou observando ano após ano. Todo o meio literário português está refém daquilo a que podemos chamar, de forma bastante leviana, de “crítica cultural”. O problema da cultura em Portugal começa aí, mas quem quiser aprofundar a questão pode sempre...



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