Assédio moral no trabalho
Assédio moral: Conjunto de acções de assédio, de intimidação ou de coacção moral exercidas de forma continuada por um grupo em relação a um indivíduo, geralmente num contexto laboral....
https://dicionario.priberam.org/ass%C3%A9dio%20moral
Na sequência desta notícia de ontem na SIC Notícias, achei boa ideia refletir sobre esta questão.
Destaca-se o seguinte na reportagem:
Perfil do chefe medíocre:
"Ausência de empatia"
"O foco sou eu"
"Eu sou importante, os outros são lixo"
"O assediador moral nunca admite que o é"
Como combater esses tiranos?
"Desistir é um sinal de maturidade cognitiva"
"Código de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio"
E a agradável conclusão:
"A tendência é para que os medíocres ocupem o poder"
A MINHA CURTA (E INTENSA) HISTÓRIA DE ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO
Nunca pensei em mim como uma vítima, e, em todos os ambientes que frequentei na minha vida - em âmbito académico, laboral, lazer - sempre me senti respeitada e igual. Não fazia ideia do que significa termos alguém a olhar-nos de cima abaixo, com uma vaga expressão de tédio que deixa claro que, para ela, não vales um tostão e meio. Felizmente, antes de me ver embrulhada na bruma do assédio, antes de perder o respeito por mim mesma, a minha auto-estima, confiança nas minhas capacidades e por aí além, identifiquei o que se estava a passar. Valha-me essa clareza: estava a ser vítima de uma vileza inimaginável, imoral, que devia (deve) ter um enquadramento legal.
Chamei-lhe "bullying no trabalho". Ter-lhe atribuído um nome ajudou-me a manter a cabeça à tona, porque pelo menos sabia que o problema não era eu. O problema era o ambiente que se vivia ali, o clima de tirania, de opressão. Nunca me tinha apercebido de como era sensível até me ver quebrada por essa energia negativa, por essa toxicidade. Tudo canalizado para uma única pessoa que, quando chegava, sugava o ar e a luz ao seu redor e nos punha alertas como bichinhos à solta na savana. Esse alerta constante, esse não saber de onde vem o perigo, a ameaça, chama-se ansiedade. E rouba-nos o ar e a paz.
Para se considerar assédio moral, segundo esta peça, é necessário que as ocorrências tenham lugar pelo menos 3 vezes por semana, ao longo de pelo menos 6 meses. Eu não teria aguentado 6 meses - o meu espírito quebrou muito antes. Aguentei pouco mais de um mês, sendo que só me mantive de pé porque recorri ao meu médico, em lágrimas, e ele diagnosticou-me com um esgotamento nervoso, vulgo depressão. Passou-me um antidepressivo, e eu sabia, sem sombra de dúvida, porque é que estava a tomar aquele antidepressivo. Era devido ao meu novo emprego, um emprego no qual estava há nem três meses. Como é possível que um novo emprego destrua o equilíbrio mental de uma pessoa em tão pouco tempo?
Ora cá vai a minha história, com as devidas omissões.
Trabalhei durante 8 anos num local onde me sentia em casa, onde era parte da mobília, onde era tratada como igual (nada mais perfeito do que sermos todos iguais e darmos voz a todos, independentemente da hierarquia na empresa). Sabia que me tinha tornado no elemento sénior da mesma, pelo que dava a cara pela empresa em diversas situações, e ia abraçando mais e mais responsabilidades. Sentia que era capaz de resolver qualquer questão, era expedita, cheia de recursos, espirituosa, alegre, criativa. Trabalhava bem sob pressão e raramente deixava o que quer que fosse na mão. Orientava as colegas - porque tinha assumido aos poucos a posição de team leader, éramos amigas, cooperantes, diria até confidentes. Não é preciso que assim seja, mas é preferível a um espaço de trabalho que é um campo de batalha em que o funcionário sai sempre a perder. Ao fim de 8 anos, achei que estava na hora de levar as minhas capacidades para outro lado. No fundo, de testá-las. Será que era assim tão capaz como me parecia ser, à luz da minha posição nesse negócio? Ou será que estava acomodada, e que seria incapaz de me adaptar a um novo ambiente e novos desafios?
Dei o salto para o desconhecido, e fui recebida de braços abertos por chefes simpáticos, compreensíveis e motivadores. No entanto, fui avisada de que havia um elemento difícil na equipa, e que esse elemento geria o escritório onde eu ia passar 40 horas por semana daí por diante.
Abreviando a história, imaginei muitos perfis para uma pessoa "difícil". Mas não pensei que a expressão mais adequada fosse "agressora"... No primeiro dia de trabalho, a pessoa despejou em cima de mim a surpresa de ter ali um novo elemento na equipa. Dir-se-ia que um diretor quisesse abraçar o novo membro, distribuir-lhe trabalho, incluí-lo, familiarizá-lo, rentabilizá-lo na equipa. Mas não: fui recebida com gritos de desalento, porque a pessoa sabia há pouco da minha vinda, e não sabia o que fazer comigo. Estava furiosa por ter mais um membro na equipa, e mais tarde percebi que isso se devia ao controlo obssessivo que dedicava a cada vírgula que era produzida naquele escritório, e nesse sentido um novo funcionário significa mais trabalho (de supervisão), ao contrário de mais braços para dar vazão.
Gritou, esbracejou, foi fumar com um discurso de mártir por quem os patrões não tinham qualquer consideração. A dada altura, apercebendo-se que eu estava a trabalhar num computador emprestado, segurou-o na mão e deixou-o cair à minha frente. Era o portátil do chefe, que ele me tinha confiado até chegar o meu equipamento. Desmanchei-me em lágrimas. Não porque tenha sido propriamente bruta (fora a postura agressiva, não pôs o computador em risco), mas foi tudo demasiado insólito para mim. Eu nem sabia que existiam pessoas dessas no planeta, fora da rede Globo e de Holywood, ou das histórias dos irmãos Grimm. Pela primeira vez na vida, estava perante uma pessoa na qual não antevia qualquer gentileza ou empatia para com as pessoas que com ela conviviam.
Perguntei-me que raio estava eu a fazer ali? Eu tinha sido tão feliz e respeitada no outro lado... De repente era tratada como um traste, um mono para o qual a venerável diretora não via préstimo. Das quatro colegas que presenciaram a cena - sim, houve testemunhas -, apenas uma veio passar-me a mão no ombro e convidou-me a sair para apanhar ar. Levou-me até ao jardim exterior, contou-me que a sua recepção tinha sido semelhante, também chorou e ninguém intercedeu por ela. Teve de ser um colega que compartilhava o espaço connosco, mas que prestava funções noutra empresa, a ampará-la para que ela não se limitasse a estar ali, as tais 40 horas por semana, apenas a olhar para o monitor do computador. Olhando no rosto pálido e olheirento dela, percebi que estava destruída, mas disposta a aguentar. Estava numa posição algo vulnerável porque acabava de se mudar para o país, e quando somos abusados às vezes parece que não há saída, que isto é tudo o que conseguimos. Esquecemo-nos que há um mundo enorme e cheio de possibilidades para lá do nosso inferno pessoal.
Pouco depois percebi que toda a gente ali fumava imenso, e que mesmo eu, que nunca fumei muito mas que cheguei a cultivar esse hábito aos fins-de-semana, sentia que precisava de um cigarro para aguentar. Abstive-me de entrar por essa estrada, porque estava consciente de que era um escape para os nervos e a ansiedade. Ninguém deve ter de trocar a saúde por um posto de trabalho. Nem a saúde nem a paz de espírito.
Como era tudo aquilo possível? Fiquei chocada. Não encontrei justificação para tamanha imoralidade. Outra reportagem fala em "sociopatas do trabalho". Tenho poucas dúvidas de que não fosse o caso. A pessoa que me pôs em lágrimas, que me fez repensar o meu discernimento - afinal, fui eu que abdiquei de uma boa posição para me ir meter na boca do lobo -, começou a aparecer nos meus pesadelos. Só agora, volvido quase um ano, consigo falar disso sem medo. Além disso, começava a acreditar nas ofensas dela, e isso estava a lançar uma névoa sobre a minha lucidez. A lucidez tem-me salvado em vários momentos difíceis, e se me tivesse abandonado não sei como teria sido...
Pensamento lúcido 1: O problema não sou eu; é ela
Pensamento lúcido 2: Em último caso, há muitos empregos por aí
Pensamento lúcido 3: Nenhum emprego vale a nossa saúde e a nossa paz de espírito
Pensamento lúcido 4: Ela é doente, e se não me livrar deste ambiente depressa também vou ficar doente.
Ninguém podia rir naquele escritório, a sensação era claustrofóbica. A qualquer instante podia cair-nos em cima, abocanhar-nos o pescoço. Ninguém podia tomar qualquer tipo de decisão na ausência da toda-poderosa. Ninguém podia dar indicações a fornecedores e colaboradores sem o aval da dita cuja, sob pena de vir a enfrentar-lhe os berros e os fricotes. Uma colega muito desenvolta e cheia de iniciativa - para além de muito capaz! - calava-se na sua presença. Cheguei a vê-la a gaguejar. Não estou a falar de uma mulher frágil ou propriamente nervosa: estou a falar de uma mulher forte que começava a duvidar de si mesma assim que o primeiro grito lhe chegava aos ouvidos, e que se dispunha a refazer todo o seu trabalho à mínima crítica da poderosa chefona. Entendi depressa que tudo ali girava em torno da sua vontade. Inclusive os desejos do cliente. Sob o pretexto de saber o que era melhor para o cliente (sendo que também se referia aos clientes como idiotas), manipulava aquilo que o cliente havia de obter segundo a sua vontade. O cliente não sabia o que queria, na sua ótica. Ela estava insatisfeita com as suas escolhas - e há pessoas que adoram rebolar-se na insatisfação -, e por isso todos ali tínhamos de estar igualmente miseráveis.
Prometi a mim mesma que não ia entrar naquela espiral de servilismo. É tão fácil tornarmo-nos vítimas de pessoas assim... Narcisistas, manipuladoras, quiçá sociopatas. Se o sociopata é aquele que não sente empatia, que não se apieda dos outros, que só pensa em si, no seu sucesso pessoal, na sua posição, e que se embriaga com o próprio poder, aquela pessoa era um sociopata.
Pode parecer exagerado, mas em toda a minha vida - em toda a minha vida - nunca tinha assistido a tamanha desconsideração pelos outros, tamanhas faltas de respeito. Pela sua opinião, pelas suas ideias, pelas suas capacidades. Nunca tinha assistido a tanto azedume, a tantas ofensas e críticas gratuitas, com o único objetivo de diminuir o outro. Só vi aquela pessoa rir para ridicularizar ou deitar alguém abaixo. Ainda pontuava o discurso com "eu devo ser maluca, a maluca devo ser eu", ou variantes disto. Em suma, era um martírio para aquela pessoa orientar estes néscios. Eu sou a favor de se ser feliz, porque quando se vive contrariado tornamo-nos amargos e, seu tempo, intratáveis. Jamais seria apanhada na posição dela porque, quando o meu posto deixou de me fazer feliz, abandonei-o. Não me permiti levar o meu desencanto para junto das minhas colegas, novas ou velhas, que mereciam viver o seu emprego com entusiasmo, porque também se pode ser alegre no trabalho.
Perguntava-me que fazia aquela pessoa ali quando estava rodeada de estúpidos, quando tudo recaía sobre ela, porque também não dava um grão de autonomia à equipa, quando as coisas andavam todas ao seu ritmo e apenas o chefe, ocasionalmente, a contrariava - de ressalvar que pelo menos não era hipócrita, era igualmente desagradável para o chefe e para os subordinados. Foi-lhe perguntado se queria ficar, quando manifestava tanto descontentamento, e ela disse que sim. Seria sado-masoquista? Parece-me possível. Era uma pessoa intragável, pelo menos num contexto de emprego. Sofri muito - chorei, odiei os domingos à noite porque em breve teria de estar de volta.
Na realidade, não devo ter estado mais de 5 ou 6 vezes com essa pessoa no escritório. Foi convidada a gozar umas merecidas férias, visto que andava tão esgotada e que isso a tornava agressiva. Quando voltou, demorou mais ou menos 15 minutos a voltar ao mesmo registo. Aquilo era ela, não era o stress. Ainda veio toda jocosa cheio de risadinhas, a sugerir que tinha passado por uma terapia zen e que agora era outra pessoa. Que tipo de pessoa fica ressentida por ter sido obrigada a gozar férias? Uma workaholic? Maníaca do controlo? Foi o suficiente para ter crises de ansiedade, depressão, esgotamento. É esse o verdadeiro poder das pessoas más. Dava por mim fascinada com a sua psique. Caramba, eu escrevo livros e aquilo, apesar de me horrorizar, tinha pano para mangas. Eu costumava pensar que uma pessoa que espalha tamanho dissabor ao seu redor não pode ter experimentado um gesto de amor na vida. Fiquei surpreendida quando soube que afinal tem uma família e, inclusive, uma prole doce e afável que, com toda a certeza, não herdou os seus traços mais marcantes.
O meio em que trabalho é bem pequeno, e conheço bastante gente. Depressa descobri que a sua fama de intratável era bem conhecida. Disseram-me que já tinha sido dispensada de outros empregos por causa dessa caraterística. Disseram-me que várias pessoas de empresas por onde passou sofreram depressões, meteram baixas psiquiátricas, despediram-se. Alguém devia pôr um ponto final naquela tirania toda, correto? Alguém devia falar por todos, ou pelo menos garantir que aquilo acabava. Que a próxima funcionária não seria recebida com pedras e gritos. Que o meu cérebro, e o das outras colegas, poderia por fim sair da gaveta onde tinha sido encerrado.
Decidi que não ia submeter-me. Não ia permitir que a sua influência se tornasse ainda maior sobre mim. Ela aterrorizava-me, mas apenas porque a sua natureza era o completo oposto da minha. Eu não entendia as suas motivações, as suas escolhas. Como é que alguém, em plena consciência, ou com um grama de inteligência e um mínimo de discernimento, se permite construir uma fama assim? Se permite dormir à noite sabendo que destruiu psicológicamente uma série de pessoas? Somos nós que éramos todos fracos e que cedemos sob a pressão das suas injúrias? Não. Nós somos fortes - somos bons. Somos é alérgicos, avessos à vileza. Isso pôs-nos doentes, é contra-natura para mim conviver com pessoas assim.
Arranjei um modo educado e correto de lhe dizer que pretendia desenvolver o meu trabalho sem a sua supervisão. Há 8 anos que o fazia sem supervisão, não queria tornar-me uma mera executante, não queria pôr-me em fila para que os meus projetos fossem aprovados quando vossa excelência tivesse disponibilidade. Vossa excelência disse-me que se eu queria trabalhar sozinha devia fundar a minha própria empresa, e que não sabia trabalhar em grupo, e que era sabichona, e por aí fora. A conversa começou tranquila, comigo a tentar racionalizar, mas acabou com ela aos gritos no seu canto, a expôr o conteúdo daquilo que tentei que ficasse entre as duas perante as colegas todas. Seria vitimização? Seria uma tentativa de me humilhar só pelo prazer de humilhar os outros? A frase "mete na cabeça que quem manda aqui sou eu" ficou a retumbar naquelas paredes. Mantive a compostura - para quê o pânico das lágrimas? Ela não mandava em mim, e eu jamais iria permitir que o fizesse. Uma coisa é submetermo-nos a um bom chefe, a uma boa direção. Outra coisa é sermos o fantoche de um narcisista. Não seria a primeira pessoa a abandonar aquele barco por causa dela, mas não quis que pensassem que me ia embora porque morava longe do escritório e há muito trânsito de manhã.
Não, não escolham a opção mais simples. Mesmo que não possam beneficiar da vossa própria coragem, abram caminho aos próximos. Sejam a pessoa que pensa de fora, que usa um escudo, que combate por todos. Eu precisava muito daquele emprego e do dinheiro, mas estava disposta a limpar escadas. A companhia de uma esfregona seria mais positiva do que a daquela ditadora. E pensar que era uma empresa mínima, com pouquíssimos funcionários, e como isso parecia definir a pessoa como alguém de categoria, de enorme status! Acho ótimo que tenhamos orgulho naquilo que fazemos, mas um diretor de uma empresa com 4 funcionários que tem de te lembrar que quem manda ali é ele... Convenhamos que é no mínimo ridículo. É poucochinho, um poucochinho a que eu jamais quereria agarrar-me.
Enfim. Decidi que ia despedir-me. Ia anunciá-lo assim que possível, e ia explicar exatamente o porquê de abandonar a empresa quando o meu chefe simpático me tinha comunicado que queria contar comigo para novos projetos. Não digam que vão sair porque vivem longe. Ou porque "não se sentem motivados", ou porque "preciso de um tempinho para mim". Digam a verdade, se a verdade é que há uma pessoa tóxica a atazanar-vos a existência no trabalho. É assédio moral. É bullying, é vilania, é baixeza. Combatam-no com força! Vocês não estão errados. Vocês não são incompetentes. Vocês não são fracos. Por muito trabalho que um diretor ignóbil desenvolva, as perdas para qualquer empresa são muito maiores quando os funcionários passam o tempo coibidos, incapazes de se superar, de ganhar autonomia, de pensar, de criar, de resolver conflitos por si mesmos. A empresa perde muito mais quando há rotatividade e funcionários em caos emocional do que quando essa pessoa sai e o ar, de repente, fica limpo. É possível que, um ano depois, ainda sonhem que a nuvem negra vai regressar, e isso ainda vos deixe angustiados logo pela manhã.
Mas, e quem sabe, é 50/50, quem sabe a pessoa seja parada. Devia, inclusive, ser processada. Nesse caso, vão-se as nuvens e está lá o sol. Esteve sempre, e agora podemos todos gozá-lo.
Tive sorte, mas nem toda a gente tem. Por favor, sejam corajosos!
Todos(as) deveríamos ser felizes no trabalho. Sermos obrigados(as) a sujeitar-nos a cenas destas é degradante. Tenho vivido uma situação parecida. E o mais engraçado é que o meu primeiro pensamento foi "Alguma coisa deve estar errada comigo". Vim a descobrir que não. Essa pessoa lança lixo emocional todas as direções. É uma pessoa extremamente tóxica. Nesta minha história, o final infeliz será para ela.
ResponderEliminarEu gosto da leveza, da luz. Gosto de estar com pessoas que não nos suguem a energia. Os 30 também me deram isso: a capacidade de me afastar de quem é tóxico para mim. Não é um processo fácil, principalmente quando falamos de pessoas da própria família, mas a sensação de leveza é indescritível.
Quando falo em pessoa tóxicas gosto de deixar claro que o é tóxico para mim, poderá não ser para os outros. Porém, há aquelas pessoas que assumem uma vida tóxica e contaminam tudo à sua volta.
Parabéns pela coragem, Célia.
Pois é, haviam pessoas ao redor que, apesar de igualmente maltratadas por ela, pareciam ser mais tolerantes a isso...
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